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Planos na sua Empresa 

A melhor coisa que um funcionário pode fazer é participar do plano de previdência da empresa em que trabalha. A adesão aos planos corporativos traz muitas vantagens: taxas de administração menores do que aquelas praticadas em planos de previdência aberta, a empresa deposita no seu plano entre 50% e 200% sobre cada um dos seus aportes mensais e você pode usar o benefício fiscal previsto no Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que permite desconto de até 12% no Imposto de Renda. Ainda assim, há aqueles que não participam. Não sabem o que estão perdendo!

No caso de pequenas e médias empresas, são oferecidos planos empresariais a partir de acordos com grandes seguradoras. Já as empresas de grande porte podem optar pela criação de uma entidade fechada de previdência e assim administrar seu próprio plano, conhecidos também como fundo de pensão. No Brasil, há 370 entidades fechadas de previdência complementar, segundo dados da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Do lado da empresa, há inúmeras vantagens em oferecer o plano aos funcionários. Primeiro, o produto funciona como uma ferramenta para a atração de profissionais e retenção de talentos. E, além de viabilizar a oxigenação no quadro de funcionários, há os incentivos fiscais dados pelo governo às empresas que fazem contribuição nos planos dos empregados. Funciona da seguinte maneira: 100% do aporte feito pela empresa aos empregados podem ser deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda devido pela companhia ao fisco, desde que a apuração do imposto seja pelo lucro real. O limite de dedução é de 20% da folha de salário total dos participantes do plano.

Para os funcionários, o resgate do dinheiro é permitido apenas após o término do vínculo empregatício. No caso das pequenas e médias empresas, que fazem contribuições em entidade aberta, a carência mínima para resgate é de um ano civil completo, a partir de janeiro do ano subsequente.

Fora da empresa

Estando fora da empresa, há quatro maneiras de movimentar o dinheiro aportado no plano da entidade fechada: resgate total, portabilidade, patrocínio diferido (o dinheiro fica rendendo sem novas contribuições), e autopatrocínio (ex-funcionário faz aportes sem a participação da empresa). No resgate total, o ex-funcionário tem direito de sacar 100% de suas contribuições individuais. Já a empresa determina a porcentagem que os funcionários terão acesso dentre o total contribuído por ela, segundo as regras de desligamento, conhecidas por vesting. Essas regras geralmente dependem das seguintes variáveis: desligamento por iniciativa da empresa ou do próprio funcionário.

Quando o funcionário tem cinco anos de casa, por exemplo, ele pode resgatar 100% do valor que investinou no plano de previdência corporativo e cerca de 50% do valor das contribuições da empresa. Se ele trabalhou por 10 anos, por exemplo, já pode receber 100% das contribuições feitas pela companhia durante todo o tempo em que prestou serviços. Tudo depende das regras de vesting, estipuladas pelas empresas, conforme necessidade de retenção do empregado, diz o consultor José Roberto Carreta, consultor da área de previdência da Mercer, em São Paulo.

Pouca gente

Com base nos dados da Aon Consulting, líder em serviço de corretagem e consultoria de benefícios de saúde e previdência, a média de adesão dos planos oferecidos pela empresa varia de 60 a 70%. Mesmo quando a companhia contribui com 100% do aporte feito pelo funcionário, com taxa de administração de 1% e taxa de carregamento de 0,5%, o jovem prefere fazer um plano de previdência individual, contratado nos bancos, com custos maiores, explica Marcos Yoshida, diretor de Vida e Previdência da Aon. Na prática, a previdência ainda não é considerada um investimento pelos jovens e não faz parte da cultura de investir a longo prazo.

"Observamos uma atuação ineficiente da área de recursos humanos, que não consegue explorar adequadamente, junto aos funcionários, o potencial do plano oferecido", diz Marcos Yoshida. "Queremos que os jovens entendam que a previdência é um instrumento de longo prazo para a realização de um projeto de vida", diz Mauro Guadagnoli, superintendente comercial da Brasilprev.

Fonte: Você S/A Especial Junho/2010    Por Adriana Aguilar