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Hoje, contribuo com o plano Brasilprev esporadicamente e o objetivo é ter uma renda no futuro. Mas também tenho a intenção de investir um pouco mais na produtora e expandir meu empreendimento.

André Laiza (29 anos) é empreendedor e cliente da Brasilprev há mais de cinco anos.


5 Design Sprints: a Brasilprev, em 2017, realizou cinco edições de Designs Sprints, metodologia de prototipação rápida focada na cocriação.

Estratégia

Análise Estratégica

A Brasilprev revisita anualmente sua estratégia a fim de estar continuamente em linha com as demandas de seus diversos stakeholders. Além disso, tem um cuidado especial em cascatear esse conteúdo aos seus colaboradores, o que garante a compreensão e dá significado às contribuições de cada um. Nesse sentido, e com vistas a dar mais foco às prioridades da companhia, em 2017 foram definidos e comunicados cinco direcionadores estratégicos:

Clientes em
1º lugar

Inovação

Eficiência operacional

Protagonismo

Resultados
sustentáveis


Com base nessa orientação, a empresa busca constantemente inovar e trabalhar para aumentar sua eficiência operacional e garantir sua posição de protagonista no mercado. Tudo para oferecer o melhor aos clientes, ao mesmo tempo que gera resultados sustentáveis.

Assim, em 2017 a Brasilprev implantou seu Programa de Inovação, que tem o objetivo de promover a incorporação desse tema no DNA Corporativo e está fundamentado em quatro pilares. O primeiro diz respeito às Capacidades, que são as habilidades necessárias para o desenvolvimento desse norteador estratégico como uma competência corporativa. Já o segundo, referente a Novos Negócios, incentiva o relacionamento com startups, aceleradoras e incubadoras. O terceiro diz respeito ao pilar Digital, que tem como objetivo desenvolver uma proposta de valor e um modelo de negócios voltados para uma atuação cada vez mais digital. E, por fim, o pilar da Sustentabilidade, que foca as contribuições que as inovações podem gerar para os stakeholders da companhia.

Entre as entregas do Programa de Inovação, destacam-se: uma série de cinco aplicações de Design Sprints (metodologia de prototipação rápida focada na cocriação); a capacitação de 180 colaboradores em metodologias ágeis de desenvolvimento de projetos; a realização de oito palestras sobre inovação voltadas a todos os colaboradores (denominadas internamente de Innovation Day) e a criação do Espaço Inovar, ambiente voltado ao tema. Todas essas ações contribuíram para a entrega de importantes projetos, como o simulador de manutenção de planos e o novo APP Brasilprev (saiba mais em Clientes), o lançamento das novas estratégias de fundos de investimentos (saiba mais em Família de Fundos).

Para suportar esses e outros avanços, no período também ocorreu a continuidade da evolução da Nova Plataforma Tecnológica, que visa facilitar a oferta de serviços da Brasilprev e do Banco do Brasil.

Em termos de Eficiência Operacional, os colaboradores foram engajados na reflexão de oportunidades de aprimoramentos em suas atividades. Assim, foram realizadas melhorias em todos os macroprocessos da Rede de Valor – ferramenta que sintetiza o modelo de negócios. Os pontos identificados foram acompanhados e mensurados ao longo do ano, o que permitiu demonstrar os ganhos efetivos, diretos (financeiros) e indiretos (de produtividade, por exemplo).

A companhia também passou a contar com um novo parceiro estratégico para a distribuição de seus produtos: a Ciclic, resultado da parceria entre a BB Seguridade e a Principal. Tratase de uma plataforma financeira 100% digital que tem como objetivo ajudar as pessoas a realizar sonhos a partir de um plano de investimento. Nesse modelo, a Brasilprev atua como subscritora dos produtos, e todo o processo de venda e relacionamento com clientes é realizar pela própria Ciclic.

Mesmo em um cenário econômico desafiador e com maior competitividade, a Brasilprev manteve seu protagonismo: participou ativamente dos principais debates da indústria, entregou soluções aos clientes de maneira pioneira e, gerando resultados sustentáveis, encerrou mais um ano na liderança do mercado em ativos sob gestão.


Investimentos por Tipo (%)

Investimentos

A Brasilprev investe constantemente em ativos fixos (infraestrutura necessária para a operação) e intangíveis (softwares), além de projetos, com vistas a aprimoramentos criteriosos e constantes para a evolução da qualidade de suas práticas e gestão. Em 2017, o valor investido somou R$ 34,4 milhões, distribuídos da seguinte forma:

  • 93% em projetos de inovação e vantagem competitiva, com o propósito de obter diferenciação em produtos e serviços a fim de ampliar a capacidade de gerar negócios e fidelizar clientes.
  • 1% direcionado ao aperfeiçoamento de ferramentas e instrumentos de gestão de riscos operacionais e conformidades, incluindo controle de riscos de perdas financeiras decorrentes de falhas em procedimentos, não conformidades e fraudes.
  • 6% destinados à área legal para promover adaptações às mudanças de legislação e às adequações de novos produtos e/ou serviços, além da adoção de controles internos e padrões contábeis.

ResultadosGRI 103-2 | 103-3

No exercício de 2017, a Brasilprev se manteve na liderança do setor em arrecadação total, captação líquida e ativos sob gestão. Confira abaixo a abertura de cada um dos indicadores:

Ativos sob gestão: em ativos sob gestão, a companhia registrou, ao fim de 2017, R$ 236,4 bilhões, o que resultou na liderança da indústria com 30,5% de market share. O desempenho foi 18,7% maior que em 2016. Nos ativos Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), a alta foi de 19,6%, o que somou R$ 224,1 bilhões, uma participação de mercado de 31% (fontes: FenaPrevi e Brasilprev).

Arrecadação: a companhia manteve a liderança em arrecadação total, com 34,1% em market share, R$ 41,3 bilhões captados e variação 13,3% menor que em 2016. Nos produtos PGBL e VGBL, a baixa foi de 13,5%, o que somou R$ 40,8 bilhões, uma participação de mercado de 34,9% (fontes: FenaPrevi e Brasilprev).

Arrecadação por segmento: no segmento individual, a arrecadação foi de R$ 33,6 bilhões, equivalente a 32,1% de participação de mercado e uma variação negativa de 11,6% em relação a 2016. No segmento menor, a captação foi de R$ 1,2 bilhão, 4,3% menor do que o exercício passado, porém equivalente a 55,9% de market share. Por fim, nos produtos voltados a empresas, a Brasilprev somou R$ 6,5 bilhões, valor 22,5% abaixo do de 2016. Nesse segmento, a companhia detém 46,1% de participação de mercado em arrecadação (fontes: FenaPrevi e Brasilprev).

Captação líquida PGBL e VGBL: em captação líquida PGBL e VGBL (diferença entre arrecadação e resgates efetuados pelos clientes, ou seja, os recursos que efetivamente permanecem na companhia), a Brasilprev registrou no exercício R$ 17,9 bilhões, uma participação de mercado de 33,6%. O resultado está 37,3% abaixo do efetuado em 2016 (fonte: Quantum Axis).

Portabilidade: em relação à portabilidade – mecanismo que permite ao cliente transferir a reserva para outro gestor de previdência complementar –, a companhia recebeu R$ 1,24 bilhão e transferiu R$ 3,3 bilhões, o que resultou em uma portabilidade líquida negativa de R$ 2,1 bilhões (fonte: FenaPrevi).

Reservas técnicas: o saldo das reservas técnicas evoluiu 18,7% em relação a 2016, um total de R$ 234,5 bilhões.

Distribuição do Valor Adicionado (DVA): em 2017, o valor adicionado somou R$ 21,6 bilhões, 10,9% abaixo ao do ano anterior. A distribuição do valor adicionado, que visa demonstrar de que forma a riqueza gerada pela Brasilprev foi compartilhada, está demonstrada no quadro a seguir:

Distribuição do Valor Adicionado (DVA)GRI 201-1
Em milhões de reais 2014 2015 2016 2017 Variação 2016 x 2017 (%)
Clientes1 8.298,4 13.845,8 21.141,5 19.385,9 (8,30)
Governo2 762,9 963,1 867,5 1.021,0 17,69
Colaboradores 91,1 105,0 119,4 131,0 9,72
Acionistas (dividendos)3 426,2 770,3 628,9 847,1 34,70
Lucro retido 561,1 385,2 380,1 244,1 (35,78)
Total 10.139,7 16.069,4 23.137,4 21.629,1 (10,92)

1. Redução no volume de arrecadação.
2. Aumento no montante de tributos a pagar.
3. Aumento no percentual de distribuição do lucro no período.

Perspectivas

Em 2017, a intensificação das discussões em torno da reforma da previdência resultou em maior conscientização da população brasileira em relação à necessidade de se preparar financeiramente para o futuro. Nesse sentido, a educação financeira e a formação de cultura previdenciária se tornam cada vez mais essenciais para que as pessoas possam fazer boas escolhas. E o setor tem um papel muito relevante nesse contexto, tanto ao promover ações educativas como discutir e propor ao regulador novas formas de incentivar a poupança de longo prazo.

Alguns exemplos de evoluções nessa direção, ocorridas no final de 2017, foram novas regulamentações da indústria de previdência (Resoluções CNSP nos 348 e 349 e Circulares Susep nos 563 e 564). Elas promoveram importantes avanços no mercado de renda, o que permite ao cliente, por exemplo, programar pagamentos financeiros durante o período de acumulação, além de contratar a renda usando apenas uma parte de sua reserva financeira. Com essas mudanças, a expectativa é que o Brasil se aproxime de mercados mais maduros, como o americano, que registra aproximadamente 10% dos ativos do setor nesse modelo de recebimento dos recursos.

Em relação ao cenário econômico, a queda de seis pontos percentuais na taxa de juros implica a necessidade de maior diversificação da carteira de investimentos para a obtenção de ganhos diferenciados. Nos últimos dois anos a indústria de previdência privada se preparou para esse contexto e já oferece fundos sofisticados com alocação, inclusive, no exterior. O próximo passo, resultado da Resolução CMN nº 4.444, é permitir a criação de fundos de previdência multimercados com alocação de até 70% em renda variável, o que deve ocorrer em 2018.

Por fim, o mercado tem o desafio de aprimorar a experiência dos consumidores, que exigem cada vez mais facilidade, transparência e acessibilidade, especialmente no ambiente digital. Segundo dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil 116 milhões de pessoas estão conectadas à internet, o equivalente a 64,7% da população com idade acima de 10 anos. É um cenário desafiador, mas que também representa uma grande oportunidade de diferenciação e maior competitividade para a indústria.

A Brasilprev está atenta a esses movimentos e pronta para dar respostas assertivas e rápidas a cada uma dessas tendências.