Próxima página Página anterior

Na área da Saúde, todo dia surge um processo diferente ou uma nova tecnologia e isso exige que eu busque atualizações e novos conhecimentos para oferecer aos pacientes a melhor assistência. Embora mudar seja difícil, essa é uma tarefa indispensável para todo profissional.

Marcela de Almeida Pinto (26 anos) é enfermeira e cliente da Brasilprev há mais de dois anos.


Espaço Inovar: a Brasilprev criou um ambiente colaborativo para explorar e melhorar a criatividade de forma estruturada.

Gestão Responsável

Conduzir a operação de seus negócios de maneira responsável, pautando o seu relacionamento com diversos stakeholders pela ética, pela transparência e pela equidade, é uma das maneiras pela qual a Brasilprev contribui para o desenvolvimento sustentável.

Governança CorporativaGRI 102-18

A governança corporativa da Brasilprev, orientada pela missão, pela visão e pelos valores organizacionais, é reforçada em virtude da tomada de decisões de forma colegiada e ao alinhamento com as melhores práticas de mercado e com os princípios do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Entre as mudanças ocorridas na estrutura de governança corporativa estão a criação da Comissão de Inovação, dos Fóruns Antifraude e de Educação Financeira e Previdenciária e a inclusão dos temas Compliance e Controles internos à Comissão de Riscos. Já em relação à Diretoria Estatutária, destacam-se a chegada de Ângela Beatriz de Assis, que passou a responder pela diretoria Comercial e de Marketing, função antes exercida por Ilton Luis Schwaab; e de Marcelo Otávio Wagner, que assumiu a diretoria Financeira, anteriormente conduzida por Leonardo Giuberti Mattedi.

Além disso, ocorreram mudanças nas regras para o exercício de alçadas corporativas, iniciativa que reestruturou o processo decisório na companhia, que conferiu maior autonomia aos gestores para a tomada de decisão e proporcionou celeridade à organização com a agilidade de determinados fluxos de pagamento e liberação de recursos. Entre as principais mudanças estão a concessão de faixa de alçada para coordenadores, a transferência de alçadas aos pares da mesma estrutura (quando da ausência do gestor responsável) e a ampliação dos limites de aprovação para os demais cargos de gestão, o que reduziu o volume de eventos financeiros que necessitam de aprovação da Diretoria.

Estrutura de Governança

Estrutura de Governança

Assembleia Geral

É a principal instância deliberativa e tem como atribuições decidir a ação e a política geral da empresa, além de determinar a estrutura e as funções de seus órgãos; discutir e votar nas demonstrações financeiras; deliberar sobre a destinação de lucros líquidos e distribuição de dividendos; eleger os membros do Conselho Fiscal; aprovar a correção monetária do capital social, entre outras. É composta por um representante de cada acionista, cujas deliberações se dão em reunião anual ordinária ou, sempre que necessário, extraordinária.

Conselho Fiscal

Tem entre suas funções fiscalizar os atos e as contas dos administradores e selecionar assuntos para discussão em Assembleia Geral. Com periodicidade trimestral, é formado por quatro conselheiros titulares e quatro suplentes, indicados pelos acionistas para mandatos de um ano.

Conselho de Administração

Orienta continuamente os negócios e supervisiona os indicadores de desempenho da companhia, com competência para formular, analisar e aprovar estratégias corporativas, políticas comerciais e decisões relacionadas à qualidade e à segurança. É constituído por oito membros efetivos e igual número de suplentes com mandatos de três anos com direito a reeleição. Eles se reúnem trimestralmente e podem ser convocados extraordinariamente sempre que necessário. O presidente do Conselho não desempenha funções executivas na Brasilprev, em linha com as boas práticas de governança corporativa.

Comitês de Assessoramento

Comitê Consultivo: integrado pelo diretorpresidente da companhia e por dois membros indicados pelos acionistas e eleitos entre os conselheiros de administração, auxilia e orienta o Conselho de Administração na condução dos negócios. Os mandatos são equivalentes aos períodos de suas funções na Diretoria e no Conselho de Administração. O Comitê Consultivo conta com o suporte de outros três comitês subordinados:

  • Comitê de Riscos: formado pelo diretor-presidente, diretor-financeiro, diretor de Produtos e Operação e diretor de Planejamento e Controle, cujos mandatos correspondem às suas posições nas diretorias, além de dois membros indicados pelos acionistas e um convidado permanente, o diretor-técnico de Gestão de Riscos. Suas atribuições incluem acompanhar e avaliar os riscos operacional, financeiro, estratégico, legal, de mercado, de crédito, de imagem, de liquidez e de subscrição em temas que envolvem as diretrizes e as políticas de gestão de riscos.
  • Comitê de Produtos e Pricing: composto por diretor-presidente, diretor de Produtos e Operação, diretor de Planejamento e Controle, diretor-financeiro, diretor-comercial e de Marketing, cujos mandatos correspondem às suas posições nas diretorias, e por outros dois membros titulares e dois suplentes indicados pelos acionistas. Tem como função definir as políticas e diretrizes gerais dos produtos e preços da companhia para aprimorar o portfólio e as estratégias de investimento, além de acompanhar as tendências da indústria. GRI Antigo FS15
  • Comitê de Tecnologia: tem como integrantes o diretor-presidente e o diretor de Tecnologia, com mandatos equivalentes aos de suas posições nas diretorias, e mais dois membros titulares e dois suplentes indicados pelos acionistas em comum acordo. Assessora o Comitê Consultivo em relação aos temas que envolvem a gestão da Tecnologia da Informação (TI).

Comitê de Auditoria: este órgão permanente atua em conformidade com a Resolução 19 nº 321/2015, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). É composto por três membros eleitos pelo Conselho de Administração, dos quais dois indicados por cada um dos acionistas e um de comum acordo. Os mandatos são de um ano e podem ser renovados até o limite de cinco. O órgão segue todas as responsabilidades previstas na regulamentação, assessora o Conselho de Administração em suas funções de auditoria interna e fiscalização, supervisiona as atividades e avalia os trabalhos das auditorias independente e interna.

Por meio de metodologia própria, são realizados auditorias de processo (com foco em riscos) e auditorias contínuas, ambas aprovadas pelo Comitê de Auditoria e Conselho de Administração. Todos os ciclos de negócio são auditados de acordo com a matriz de rotação de ênfase, incluindo os procedimentos de avaliação de risco relacionados aos aspectos de sustentabilidade. Isso ocorre em até três anos, com reavaliação anual da programação. As exceções são aprovadas pelo Comitê de Auditoria e pelo Conselho de Administração.GRI Antigo FS9

Comitê Financeiro: tem como atribuições elaborar políticas e diretrizes gerais de investimentos, operações financeiras, composição das carteiras e seus regulamentos e regras. Reúne-se ordinariamente uma vez por mês para analisar o desempenho dos ativos e as ações relacionadas à gestão de riscos e para elaborar políticas para posterior aprovação do Conselho de Administração. É composto pelo diretor-presidente, diretor Financeiro, diretor de Planejamento e Controle (durante o período em que ocuparem suas posições nas diretorias), dois membros titulares e dois suplentes indicados pelos acionistas, ambos com mandato de dois anos (podem ser reeleitos), além do diretor-técnico de Gestão de Riscos, que participa como convidado.

Diretoria Estatutária

Órgão de administração executiva da Brasilprev, tem por atribuições a prática de políticas e diretrizes de gestão estratégica estabelecidas pelo Conselho de Administração. É composta por seis membros eleitos para mandatos de três anos (diretor-presidente e diretores-comercial e de Marketing, Financeiro, de Tecnologia, de Planejamento e Controle e de Produtos e Operação) e conta com o apoio dos seguintes fóruns e comissões nos processos decisórios:

Comissão de Ética: subordinada diretamente ao diretor-presidente, é composta por duas instâncias: investigativa, integrada pelo diretor-técnico de Gestão de Riscos, pelo gerente jurídico e pelos superintendentes de Pessoas e Processos e por outro aprovado pela Diretoria para mandato de um ano; e deliberativa, formada pelo diretor-presidente e dois diretores eleitos anualmente. A comissão é responsável por coordenar a Linha da Integridade e propor as ações e os meios necessários para divulgar e fazer cumprir o Código de Conduta, além de avaliar e definir medidas cabíveis em eventuais casos de desvios de conduta.

Comissão de Análise Estratégica e Projetos (CAEP): é formada por seis integrantes com mandatos de um ano, um deles superintendente de cada diretoria da Brasilprev, e é coordenada pela superintendência de Gestão Estratégica. Sua atribuição é dar suporte às decisões de priorização na carteira de projetos da companhia, bem como acompanhar iniciativas estratégicas, metas, indicadores do Balanced Scorecard (BSC), orçamento e processos em reuniões realizadas mensalmente.

Comissão de Clientes: é responsável por avaliar e submeter à Diretoria iniciativas que atendam e aperfeiçoem a estratégia de clientes, orientada para que a Brasilprev seja parceira e promova soluções adequadas de forma tempestiva, com facilidade e conveniência. Participam representantes das superintendências de Controladoria e Atuarial, Comercial, Produtos, Operações, Marketing, Pessoas e Processos, Gestão Estratégica e Gestão de Clientes; esta última é a responsável por coordenar a Comissão em 2017. Além disso, estão representadas as gerências de Informações e Controle de Investimentos, Jurídica, de Inteligência e Gestão de Clientes, além da Ouvidoria.

Comissão de Inovação: atua no assessoramento da Diretoria com relação às políticas e diretrizes de promoção à inovação, a fim de avaliar e sugerir oportunidades de negócios, geração de valor e ganhos de eficiência para a companhia. Entre os oito membros estão representantes da Diretoria Técnica de Gestão de Riscos, Planejamento e Administração, Pessoas e Processos, Gestão Estratégica, Planejamento, Infraestrutura e Controle de Investimentos, Mercado, Gestão de Clientes e Tecnologia.

Comissão de Pessoas e Comunicação Interna: apoia a Diretoria na tomada de decisões relacionadas à gestão de pessoas, incluindo o clima organizacional, a diversidade e a comunicação interna. É coordenada pela superintendência de Pessoas e Processos e formada por sete representantes das diferentes diretorias da Brasilprev, indicados pela Diretoria Estatutária para mandato de um ano.

Comissão de Produtos e Pricing: apoia e assessora a Diretoria na elaboração de políticas e diretrizes gerais de produtos e preços para aprimorar portfólio, teses e estratégias de investimento, além de avaliar as tendências de mercado nacional e internacional de produtos de seguros e previdência. É constituída pelos superintendentes das áreas de Produtos, Negócios e Varejo, Gestão Estratégica, Controladoria e Atuarial, Tecnologia e Planejamento, Infraestrutura e Controle de Investimentos.

Como suporte, conta com a Política de Pricing da companhia, que orienta a comercialização dos produtos de acordo com a legislação local e os princípios éticos internos. Ela é aplicável ao portfólio de produtos e engloba qualquer decisão de estratégia de preço, nas diferentes instâncias, além de fixar as diretrizes gerais da precificação para as fases de acumulação de recursos (período de contribuição) e concessão de benefícios (período de pagamento dos benefícios).GRI Antigo FS15

Comissão de Riscos, Compliance e Controles Internos: tem por finalidade subsidiar a Diretoria em questões relacionadas à gestão e ao controle do risco de mercado, de liquidez, de crédito, de subscrição, de imagem, operacional, legal e estratégico, bem como a aspectos pertinentes a compliance regulatório e controles internos. Os membros são representantes das áreas Financeira, Controladoria e Atuarial, Gestão de Riscos, Comercial, Tecnologia e de Produtos.

Comissão de Sustentabilidade: com reporte à Diretoria, visa fomentar a incorporação da sustentabilidade na gestão da companhia por meio do cumprimento de suas políticas, diretrizes e estratégia. É composta pelo diretor-técnico de Gestão de Riscos e pelos superintendentes de Gestão Estratégica, Produtos, Planejamento e Administração, Planejamento, Infraestrutura e Controle de Investimentos, que têm mandatos de dois anos e direito a voto.

Fóruns

Fórum de Gestão de Continuidade: formado por representantes de oito áreas (Processos, Controles Internos e Compliance, Tecnologia da Informação, Comunicação Corporativa e Sustentabilidade, Financeira, Gestão de Pessoas e Infraestrutura e Operações), é responsável por discutir o Plano de Continuidade de Negócios com base nos pilares de Pessoas, processos e tecnologia e Fornecedores, e reporta-se semestralmente à Comissão de Riscos e mensalmente ao diretor-técnico de Gestão de Riscos, responsável pelo tema na companhia. Estão entre suas atribuições elaborar planos e testes para a garantia de execução das principais operações em diferentes cenários; manter alinhadas as diretrizes em relação ao assunto; compartilhar informações e dados que possam impactar os negócios; e fornecer subsídios sobre o tema para a Comissão de Riscos. O Fórum também é a instância de deliberação da Brasilprev sobre comunicações à Comissão de Riscos dos casos passíveis de enquadramento na Circular nº 285 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que formaliza as obrigações das seguradoras em relação ao plano resumido de continuidade das operações em situações de contingência e emergência. Em 2017, foram desenvolvidos os planos de comunicação e gestão de crises e plano de continuidade para indisponibilidade da sede da companhia para execução de suas atividades.

Fórum de Prevenção à Lavagem de Dinheiro: integrado pelos gerentes de Controladoria, de Negócios e Varejo e outros Canais, de Alterações, Benefícios e Portabilidade e de Controles Internos, é responsável por discutir e deliberar as comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre ocorrências relacionadas à prevenção e ao combate a crimes relacionados à lavagem de dinheiro em operações fraudulentas, passíveis de enquadramento da Circular Susep nº 445/2012.

Fórum Antifraude: criado em 2017, o órgão tem por finalidade propor decisões executivas e estratégicas relacionadas a suspeitas e casos de fraude para aprovação da Diretoria e exercer papel ativo na supervisão das atividades de prevenção, detecção e investigação de fraudes. É constituído por seis membros das áreas de Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Clientes, Operações, Comercial e Jurídico. Sua criação fortaleceu ainda mais o ambiente de controles internos da Brasilprev e o cumprimento da Circular Susep nº 344/2007.

Fórum de Educação Financeira e Previdenciária: formado em 2017, visa fomentar e promover a educação financeira e previdenciária por meio de iniciativas que beneficiam os diversos stakeholders e zelar para que as ações em relação ao tema sejam contínuas e duradouras. É composto por oito membros permanentes representantes das seguintes áreas: Modelagem e Infraestrutura de Investimentos, Canais Digitais, Comunicação Corporativa e Sustentabilidade, Inteligência e Gestão de Clientes, Produtos, Pessoas, Comercial e Planejamento, Informações Gerenciais e Controles.

Fórum de Patrocínios: subordinado diretamente ao diretor-presidente, avalia e apresenta propostas de projetos de patrocínio, bem como define a condução dos projetos apoiados e acompanha os resultados obtidos. É formado pelos gerentes de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade, Canais Digitais, de Relacionamento com Cliente, de Comunicação e de Inteligência e Gestão de Clientes.

Fórum de Revisão de Benefícios: deve promover a reanálise e/ou revisão do indeferimento e/ou concessão de benefícios de risco contratados pela Brasilprev. Seus membros são os superintendentes das áreas de Produtos, Operações, Negócios e Varejo, Controladoria e Atuarial, bem como gerente jurídico e cinco suplentes.

Em 2017, os grupos responsáveis pela governança corporativa da companhia apresentavam a composição abaixo em relação à faixa etária e ao gênero, aspectos da diversidade.GRI 405-1

Responsáveis pela governança corporativa por faixa etária
 Colegiado 2016 2017
Total de membros Abaixo de 30 anos Abaixo de 30 anos (%) De 30 a 50 anos De 30 a 50 anos (%) Mais de 50 anos Mais de 50 anos (%) Total de membros Abaixo de 30 anos Abaixo de 30 anos (%) De 30 a 50 anos De 30 a 50 anos (%) Mais de 50 anos Mais de 50 anos (%)
Conselho Fiscal 8 0 0 4 50 4 50  8 0  0  7  90 1  10
Conselho de Administração 16 0 0 8 50 8 50  16  0  0 8 50 8 50
Diretoria 6 0 0 4 67 2 33  6  0 0 3 50  3  50
Comitê Financeiro 7 0 0 4 57 3 43  7  0  0  4  60  3 40
Comitê de Auditoria 3 0 0 1 33 2 67  3  0  0  1 33  2 66
Comitê Consultivo 3 0 0 1 33 2 67  3  0  0 0  0  3 100
Comitê de Produtos e Pricing 8 0 0 4 50 4 50  8  0  0  5  63  3 37
Comitê de Riscos 6 0 0 3 50 3 50  6  0  0  4 66  2 34
Comitê de Tecnologia 5 0 0 2 60 3 40  5  0  0  3  60  2  40

Responsáveis pela governança corporativa por gênero
2017
Colegiado Total de membros Mulher Mulher (%) Homem Homem (%)
Conselho Fiscal  8  2 25  6 75
Conselho de Administração  16 3 19  13 81
Diretoria  6  1  17  5 83
Comitê de Auditoria  3  0  0  3 100
Comitê Financeiro  7  0  0  7 100
Comitê Consultivo  3  0  0  3 100
Comitê de Produtos e Pricing  8  1 12  7 88
Comitê de Riscos  6  0  0  6 100
Comitê de Tecnologia  5  0  0  5 100

Os dados de gênero entre os membros de órgãos de governança passaram a ser monitorados em 2017.
Os membros das Comissões, Fóruns e Diretorias Técnicas de Gestão de Riscos e Relacionamento Institucional fazem parte dos dados de colaboradores efetivos apresentados no indicador GRI 102-8 (saiba mais em Colaboradores).


Suporte à Governança GRI 103-2 | 103-3

Para apoiar a sua estrutura de governança, a Brasilprev dispõe de um conjunto de ferramentas, tais como normativos, políticas e diretrizes que orientam as interações entre todos os seus stakeholders, além de diversos canais de diálogo.

Linha da Integridade: é um canal de comunicação confidencial destinado ao recebimento de denúncias de situações contrárias à legislação e ao Código de Conduta da Brasilprev, como assédios moral e sexual, agressão física, discriminação, conflitos de interesse, corrupção, danos aos ativos, roubo e furto, entre outros. O canal concentra também as funções do Canal do Comitê de Auditoria e pode ser acessado por todos os stakeholders por meio de telefone e site (0800-741-0012 e http://linhadaintegridade.com.br/brasilprev), com garantia de anonimato, sigilo, imparcialidade e o fornecimento de um protocolo que permite acompanhar o andamento da denúncia.

Código de Conduta: o documento formaliza os valores e princípios que devem orientar a atuação de colaboradores, estagiários, aprendizes, jovens cidadãos e membros dos órgãos de governança corporativa, sem distinção de nível hierárquico. Ele aborda temas como ética, responsabilidade individual, sigilo profissional e conflitos de interesse e está disponível em português e inglês na intranet e no site da Brasilprev. O treinamento e a assinatura do termo de compromisso com o teor do material são obrigatórios a todos os colaboradores.GRI 102-16

Código de Conduta para Fornecedores: lançado em 2017, reúne as normas de conduta e diretrizes aplicáveis nas relações estabelecidas pela companhia com os fornecedores, seus funcionários e subcontratados (saiba mais em Fornecedores).

Ouvidoria: presente para todos os clientes e em todos os canais, a Ouvidoria atua na mediação e prevenção de conflitos com transparência, imparcialidade, independência e confidencialidade, que garantem direitos, orientam deveres e agregam valor ao relacionamento. A companhia conta com Ouvidoria Interna (dedicada aos colaboradores) e Externa (dedicada aos clientes pessoas física e jurídica; colaboradores das agências do Banco do Brasil – BB; consultores; corretores; fornecedores; e canais oficiais que abrangem órgãos reguladores e de defesa do consumidor) personalizadas para fomentar a cultura do diálogo e contribuir para perenidade do negócio e fortalecimento das relações.

Com interação direta com a alta administração, a Ouvidoria recomenda e promove melhorias nos processos e produtos organizacionais, o que contribui para a satisfação dos clientes, a mitigação de riscos e o fortalecimento da imagem corporativa e da reputação da Brasilprev e dos seus acionistas.

Desde 2008 é certificada pela International Organization Standardization (ISO). Em 2017, com maior abrangência de atuação, recertificou a ISO 9001 e conquistou a ISO 10002, direcionada à gestão da qualidade, à satisfação do cliente e ao tratamento de reclamações. Auditada pela British Standarts Institution (BSI), obteve a acreditação nacional e internacional com 100% de conformidade. É também sectária dos princípios de mediação da Associação Internacional de Ombudsman (IOA) e da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO).

Modelo e Ferramentas de Gestão

O modelo de gestão da Brasilprev evolui continuamente com vistas a assegurar os resultados desejados e a satisfação dos stakeholders. Suas principais características são:

Ambiente informal: a companhia mantém ambiente de trabalho com espaços abertos e funcionais, o que favorece a integração entre as equipes e a agilidade na tomada de decisões, além de fortalecer conceitos como igualdade, proximidade e comprometimento.

Comunicação aberta: a comunicação com linguagem simples, clara e acessível é a base para a divulgação de informações para os colaboradores, que são incentivados a compartilhar opiniões, ideias e demandas.

Decisões colegiadas: o processo de tomada de decisões é subsidiado por comissões, comitês e fóruns compostos por colaboradores de várias áreas, o que possibilita identificar pontos de convergência e desenvolver soluções em linha com as demandas internas.

Incentivo à inovação: um dos principais atributos e diferenciais da empresa, a inovação está integrada à sua identidade e estratégia. O foco das ações nesse sentido é o aprimoramento da experiência dos clientes e a eficiência operacional.

Oportunidades: a companhia incentiva os colaboradores a planejarem e conquistarem sua ascensão profissional, o que lhes confere instrumentos de estímulo à busca da excelência e do alto desempenho. Também reconhece continuamente o comprometimento, a competência, a experiência e a dedicação dos profissionais.

Reconhecimento e celebrações: ciente da importância de suas equipes para o seu bom desempenho, a empresa reconhece e valoriza continuamente o comprometimento, a competência e a dedicação de seus colaboradores, além de celebrar em conjunto conquistas e resultados.

Para apoiar a gestão da companhia, a Brasilprev faz uso de modernas ferramentas, com destaque para:

Balanced Scorecard (BSC): a metodologia possibilita medir e gerenciar o desempenho por meio de indicadores precisos, baseados na estratégia corporativa. Assim, os gestores definem as metas das áreas e promovem o alinhamento organizacional direcionando os desafios de cada membro da equipe.

Business Model Canvas: adotado para planejar e visualizar as funções de um negócio e suas relações de forma ágil, auxilia os processos de criação, diferenciação e inovação.

Ciclo de Desempenho: é composto de sete fases ao longo do ano e aborda desde a definição de metas alinhadas ao Balanced Scorecard (BSC) até o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Inclui o reconhecimento financeiro do Plano de Participação nos Resultados (PPR), de acordo com o desempenho de cada colaborador ante as metas acordadas e a aderência às competências corporativas.

Data Base Marketing (DBM): base de dados que reúne informações cadastrais e transacionais dos planos dos clientes e possibilita analisar perfil, traçar tendências comportamentais e elaborar modelos estatísticos para prever ações e criar estudos.

Design Thinking: metodologia que visa à resolução de problemas principalmente no desenvolvimento de produtos e serviços. O método prevê, como uma das regras, a cocriação e a colaboração no desenvolvimento dos projetos.

Design Sprint: metodologia que auxilia as equipes na resolução, de forma ágil, de um determinado problema. A dinâmica do método impõe um período de execução de cinco dias de trabalho, com a utilização de ferramentas focadas em inovação de serviços.

Escritório de Projetos: oferece apoio metodológico para definir, mapear e mensurar o desempenho de projetos estratégicos internos. Para isso, utiliza o Enterprise Project Management (EPM) – que agrega informações como etapas de desenvolvimento, profissionais envolvidos, prazos e custos –, o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), que auxilia na definição da melhor forma de gerenciamento do portfólio, e o Project Model Canvas, que possibilita um planejamento de alto nível por meio de um método colaborativo que confere agilidade, cocriação e rápida tomada de decisão. Em 2017, novas ferramentas ágeis foram incorporadas no trabalho da área, como o Kanban, que é um método visual de gestão de fluxo de desenvolvimento (lean); e o Scrum, que, por meio de ciclos (sprints), prevê gestão e planejamento de projetos de software.

Global Reporting Initiative (GRI): o modelo, reconhecido internacionalmente, permite a gestão e o relato dos impactos financeiros e socioambientais do negócio, que apoiam a evolução das práticas de sustentabilidade na organização.

Gestão de Processos: analisa e faz a gestão do portfólio de processos da companhia para subsidiar a tomada de decisões, bem como melhorar o desempenho e a eficiência operacional.

Projeções trimestrais (rolling forecasts): a empresa utiliza métodos de previsão, análises e aperfeiçoamentos que incluem simulações capazes de embasar tomadas de decisão com base em apontamentos de possíveis desvios e distorções em períodos de até cinco semestres.

Gestão de RiscosGRI 102-11 | 102-15 | 103-2 | 103-3

A Brasilprev aperfeiçoa constantemente seu sistema de gestão de riscos para assegurar a proteção de seus negócios ante as mudanças conjunturais e as demandas do órgão regulador. As ferramentas e os processos adotados para isso focam a preservação da liquidez, a solvência e o equilíbrio dos planos de benefícios contratados. Esses aspectos são contemplados com a adoção das melhores práticas do mercado, de rígidos padrões de segurança econômico-financeira e de técnicas da ciência atuarial.

Para gerenciar e conduzir essa atividade, a Brasilprev conta com a Diretoria Técnica de Gestão de Riscos, com os colaboradores que respondem por negócios e processos e com a Superintendência de Auditoria Interna, que avalia a eficácia do gerenciamento de riscos. A Diretoria Técnica tem entre suas atribuições disseminar internamente a cultura do gerenciamento de riscos e dar suporte ao estabelecimento de diretrizes estratégicas relacionadas ao tema. Além disso, zela por identificação, mensuração, gerenciamento e reporte dos riscos capazes de comprometer o alcance dos objetivos da companhia. A área tem independência de atuação e reporta-se diretamente à Presidência e ao Comitê Consultivo.

Em 2017, foram introduzidas diversas melhorias no processo de gestão de riscos com vistas a não somente atender às demandas do órgão regulador, mas também promover a evolução da companhia nesse tema. São exemplos: a adoção da Declaração de Apetite a Riscos, que foi definida pelos acionistas; a revisão das políticas que envolvem a gestão de riscos da companhia; e a validação dos modelos de tomada de decisão de negócios, que consideram a avaliação de riscos em seus processos.

Uma matriz que divide os principais riscos do negócio em oito categorias – mercado, liquidez, crédito, operacional, subscrição, legal, imagem e estratégico – orienta o gerenciamento do tema.

Risco de mercado: a possibilidade de ocorrerem perdas por oscilações de preços de ativos ou diferenças entre indexadores e prazos de posições ativas e passivas é monitorada para que os riscos assumidos estejam de acordo com os parâmetros estabelecidos. As estratégias de investimento de cada carteira, fundo ou portfólio são avaliadas com base em conjuntos de métricas específicas que dimensionam, controlam e analisam as condições de mercado.

Risco de liquidez: para este risco, são adotadas medidas de prevenção de possíveis perdas relacionadas à falta de recursos para o cumprimento de compromissos nas datas previstas. A mitigação é feita por meio da avaliação do fluxo de caixa por meio de estudos que consideram vários cenários, além de análise de opções de reinvestimento para maximizar os valores disponíveis e definir pisos mínimos para recursos líquidos.

Risco de crédito: abrange a possibilidade de perdas ocasionadas pelo não pagamento de obrigações financeiras por contrapartes ou de deterioração de condições de crédito (rebaixamento de ratings). Para minimizar esse tipo de risco, a Brasilprev só realiza investimentos em parceiros que tenham alta qualidade de rating de crédito, dentro de limites claros, e que passam periodicamente por avaliações econômico-financeiras.

Risco operacional: está relacionado a processos inadequados ou deficientes, erros e falhas nos sistemas de Tecnologia da Informação, problemas operacionais e fraudes ou ocorrências externas que ocasionem prejuízos às atividades ou danos a ativos físicos. A companhia gere esse risco ao aprimorar e manter procedimentos, processos e ferramentas qualificados, além de mapear, monitorar e avaliar cada etapa de trabalho. Todos os fatores de perda derivados de processos, sistemas, pessoas e eventos externos estão registrados em um banco de dados usado para definir novas estratégias.

Risco de subscrição: trata de possíveis perdas decorrentes da aplicação de metodologias ou premissas atuariais de forma incorreta, o que inclui problemas de especificação técnica e precificação de produtos, que podem acarretar riscos de aceitação, cancelamento, longevidade, mortalidade, morbidade e desenho de produtos. A gestão é realizada em conformidade com normas de subscrição de riscos; acompanhamento periódico para evitar desvios; desenvolvimento de produtos em linha com as demandas do mercado; manutenção de contratos de resseguro para cobertura de eventos extremos de invalidez e morte; reavaliação, no mínimo anualmente, de provisões técnicas; e realização de testes de consistência e recálculos atuariais para avaliar a adequação técnico-operacional. Adicionalmente, a companhia realiza auditoria atuarial independente, conforme Resolução CNSP nº 311 da Susep.

Risco legal: refere-se a possíveis perdas em razão da não conformidade com aspectos legais que envolvam produtos, contratos firmados e obrigações regulatórias, trabalhistas, fiscais, societárias, comerciais, cíveis e penais, entre outras. A empresa mantém equipes de profissionais especializados e práticas estruturadas para o acompanhamento de eventuais reflexos em seus produtos ou processos internos.

Risco de imagem: representa o risco de perdas decorrentes da deterioração da credibilidade ou da reputação por mau desempenho do dever de fidúcia, de práticas antiéticas, da divulgação de informações negativas e de falha na comunicação interna ou externa.

Risco estratégico: engloba um possível comprometimento da continuidade das operações em razão de falhas de planejamento e do posicionamento mercadológico, incapacidade de aplicar as estratégias definidas, falta de credibilidade e alterações adversas na regulamentação do mercado de atuação ou do cenário macroeconômico.

A empresa mantém ainda uma Política Anticorrupção e normativo interno que definem diretrizes e procedimentos para o monitoramento e o combate a práticas de corrupção em âmbito interno, o que evita o possível envolvimento direto ou indireto da companhia em casos dessa natureza. Os documentos reúnem orientações sobre o recebimento e a oferta de brindes, presentes e entretenimento e estabelecem regras para a concessão de patrocínios e doações, bem como contratação de terceiros e colaboradores efetivos, entre outros. A política ressalta a importância do aculturamento dos stakeholders em relação a esse tema e está disponível em português e inglês no site da empresa.

Com base nesse direcionamento, todas as transações consideradas relevantes – segundo mapeamento de riscos realizado pela companhia – são avaliadas em relação aos riscos de corrupção, mas não há mensuração do número total de transações dada a abrangência da atividade. Entre elas estão as ações de patrocínios, doações e contratação de fornecedores com valor de negócio acima de 70 mil, as quais foram 100% analisadas no período. Não foram identificados em 2017 casos de corrupção na companhia.GRI 205-1 | 205-3

Para promover o aculturamento, a Brasilprev mantém um Programa Corporativo de Compliance. Por meio de ações educativas e comunicação periódica, orienta os colaboradores, diretores, conselheiros e demais stakeholders em relação ao conceito de corrupção, práticas inaceitáveis e comportamento esperado em diversas situações.

A comunicação sobre o tema envolve 100% dos colaboradores e se dá por meio de uma série de recursos, incluindo e-learnings. Em 2017, o módulo Anticorrupção, anteriormente aplicado aos novos colaboradores, tornou-se obrigatório anualmente para todos. No período, 81% dos colaboradores efetivos realizaram o curso on-line sobre o tema.

Também anualmente, os diretores e gestores da Brasilprev assinam uma Declaração Anticorrupção, em que afirmam expressamente que tanto eles quanto a(s) área(s) sob sua gestão estão em conformidade com a Lei nº 12.846/2013 que trata da responsabilização administrativa sobre situações relacionadas a esse tema e às políticas e normas internas. No ano, eram elegíveis à assinatura 57 gestores e diretores estatutários, e 100% o fizeram.

Para os membros dos órgãos de governança corporativa, no fim de 2017 foi desenvolvida uma Declaração Anticorrupção específica para esse público. Do total de 45 conselheiros, 31% assinaram para declarar formalmente a conformidade com a legislação vigente. Além disso, 13% participaram de treinamentos sobre o tema.

Para reforçar esse conjunto de diretrizes existe o sistema de controle interno de prevenção à lavagem de dinheiro, cujo objetivo é identificar transações atípicas. Além da comunicação interna sobre esse assunto, em 2017 houve também treinamentos obrigatórios sobre prevenção à lavagem de dinheiro, prevenção a fraudes, gestão de riscos, código de conduta e segurança da informação.GRI 205-2